Ser algo como poeira, impregnar algo e por ele ficar Não tem opção, ao infinito pertence Vagar e por lá querer ficar Ter sido concreto, ter sido construído Ter sido despedaçado, mas não ter sido dizimado Não me ache impotente Se te aproximar vou penetrar em seu nariz curioso E destruo por dentro, não faz idéia o quanto queima as enfermidades que carrego Em mim não pense, escore, olhe ou respire O tempo parou quando te vi surgir do meu tédio Eu te estudei, admirei Deusa, cego fiquei com a luz que de ti emanava Eu estava preso, você não me viu ou viu a sombra que me aprisionou Meu olhar passeou em seu corpo e você não percebeu Foi ali, naquela cena Ela vagando no meu mundo, O MEU MUNDO! Ela apenas cruzou com desejos dos meus pensamentos E simplesmente sangrou, MINHA DEUSA SANGRA! Hilário! Posso ter-la, na condição de fazer sangrar Isso aconteceu quando ainda guardava minha alma em um recipiente Mas agora posso dissolver em teu sangue! Me homogeneizar em teu divino corpo Fazendo em mim pe...
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