segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Sobre expandir

Se entregar à vontade de potencia com espaço livre para expansão é viajar em um universo de tubarões verdes e toupeiras voadoras. Não há céu, terra ou mar. Não há limites atômicos. O fundo é o topo e o topo é o fundo. Onde um limite físico real é a morte e loucura financiado pelo público.

sábado, 23 de julho de 2016

Não sei

Eu queria, por muito tempo
Ter a oportunidade que tive noite a dentro
Escorados nas grades frias
Ignoramos os desacompanhados que estavam naquela via

No meio de lapsos que posso lembrar
Um cenário comum na rotina de quem passa
Um cenário inesperado para mim
Contei cada palavra

Não vou me iludir imaginando um sorriso de paixão
Mas era de uma atração movida a álcool, curiosidade ou desejo?
Não deixei a oportunidade me passar em vão
Pedia mais um beijo

Poderia exaltar o seu cheiro
Ou seus lindos cabelos cacheados
Idolatrar seu corpo e dizer o quanto o queria nu
Assim, vulgar seria diante do que realmente tenho lembrado

Foi um sorriso que me acertou
A forma que se entregou
Que saiu do "não se iluda"
E na imaginação se pintou

Se pintou de poucas cores
Com tons de novos sabores
Você também sentiu
Mas esse livro, já devolveu?








quarta-feira, 18 de maio de 2016

Esponja

Olha só toda essa confusão
Vê a distorção do amor? 
Hoje o tempo corre
Nem lembro bem o que aconteceu

Dia-a-dia enigmado
O que vem amanhã?
Lembro e confio nessas palavras que são escritas
Que vem de um sentimento efêmero 

Que viu
Que ouviu
Que não mentiu
E com fel sorriu

Mas a razão me diz que ainda sigo sozinho
Orgulho e paixão alheia some
Quando vejo o medo e o trajeto que se segue
Suado, traido

Eu não posso dizer 10 palavras que definam o que sinto
Quando vejo o vazio facial
Absorvo o medo de quem vejo, em silêncio
Sem saber o que fazer com alma perturbada, como a minha

Quer uma ilusão encantadora?
Olhe para o outro lado
Isso não pode sair de mim
Absorvo a dor da traição

Encharcado estou
Porque um deus inexistente me amaldiçoou
E vivo não continuou para assistir o que me fez
Pois me deu um órgão seu que o matou

Me deu o dom de ver sonhos morrer
Me fez sentir a solidão dos carentes
Me fez crer no esforço como solução
E traçou um caminho que me fez tentar mudar em vão

Por que eu tenho que ser forte?
Sou sujo, não vê?
Basta notar a cor da tinta que me encharcou 
Tem tom de dor e cansaço

Irresponsabilidades
Ausências
Indiferenças
Eu absorvi, não sendo eu...