segunda-feira, 2 de agosto de 2010

No nada amar


Ser algo como poeira, impregnar algo e por ele ficar
Não tem opção, ao infinito pertence
Vagar e por lá querer ficar
Ter sido concreto, ter sido construído
Ter sido despedaçado, mas não ter sido dizimado

Não me ache impotente
Se te aproximar vou penetrar em seu nariz curioso
E destruo por dentro, não faz idéia o quanto queima as enfermidades que carrego
Em mim não pense, escore, olhe ou respire

O tempo parou quando te vi surgir do meu tédio
Eu te estudei, admirei
Deusa, cego fiquei com a luz que de ti emanava
Eu estava preso, você não me viu ou viu a sombra que me aprisionou
Meu olhar passeou em seu corpo e você não percebeu

Foi ali, naquela cena
Ela vagando no meu mundo, O MEU MUNDO!
Ela apenas cruzou com desejos dos meus pensamentos
E simplesmente sangrou, MINHA DEUSA SANGRA! Hilário!
Posso ter-la, na condição de fazer sangrar

Isso aconteceu quando ainda guardava minha alma em um recipiente
Mas agora posso dissolver em teu sangue!
Me homogeneizar em teu divino corpo
Fazendo em mim pensar e minha alma vai devorar
E te matar por em teu coração me deixar passar
Esperar teu sangue secar, logo depois no eterno nos amar!

29/07/10 Rogério Fernandes

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