segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Poderia ser diferente

Não entendo o que aconteceu
Hoje o sol nasceu, mas não brilha...
Céus escuros escondem demônios sussurrantes
O medo que me afligi é causa do seu olhar apagado

Queria realizar os desejos do seu olhar
Mas não há por onde me guiar
Se eu tivesse te amado, talvez soubesse falar
Eu quis, eu tentei te amar!

14/05/10

domingo, 8 de agosto de 2010

Pai, eu te amo

Criaturas de alegria
Suas almas sorriem pela lembraça
Nada os deixam mais satisfeitos que suas esperanças
Triste, grandes heróis são esquecidos

São o retrato da minha origem
Sempre glorificando o passado
Correm, correm para o que já morreu
Nenhum deles ainda percebeu o que aconteceu

Chorei por ter conciência como maldição
Eles morrerão, mas hoje não
Me olharam como resultados de decadas de cálculos
Esses são heróis, mas estão no transito do tempo

Bons gostos refletem quem são
A verdade é que nós amam, mesmo sofrendo
Esse espírito me consome
A pior parte é saber que os esqueceram vivos, mas hoje não

sábado, 7 de agosto de 2010

Sem solução

Combinamos sorrir durante a parte doce da noite
Era tenso seu sorriso e levaram te
Prometesse ser rápido, em ti não confiávamos
O motivo era desconhecido, mas uma coisa era certa, sofreríamos

Esperamos, e a primeira aurora passou
Esperamos, e caíram dos céus anjos sem piedade
Esperamos, e demônios tomaram nossa sanidade
Esperamos, para devorar sua carne!

Tudo de valor acabou, e tu não chegou
Desistimos, mas tu vagava e ainda não se desesperou
E de longo, chegou
Encontramos em mesmo sorrisos, mas havia um enigma
Como uma vela negra no enterro, não pensei em nenhuma oração

Tu sorriu para dizer que sangrava
Tu sorriu para dizer que odiava
Tu sorriu para dizer que alguém te matava
Tu sangrou e perdoou para dizer iria ter que crescer com quem te amava

Não se tem a dimensão de quanto foi fatal
Mas todos no chão molhado e estrelado estavam
Queimando na mesma panela
Queimava apenas pelo fato de cair de um dragão, foi letal

Ele chorou por não querer se arranhar
Ele chorou, mas tinha que aceitar

Hoy es viernes! Si, viernes!
Quem sofre desse mal sabe!
No leito de casa é onde se houve piores noticias
Armadura para ser frio e uma rosa para lembrar de amar quem esquecias

Em tuas palavras sua alma pereceu!
O destino aboliu sol e lua que era teu
Te deixando sem rotação, um mundo sem luz
Sem ritmo foi dirigido ao cominho duma cruz

Só resta sorrir, e outras estrelas descobrir
Guerreiros te acompanham, destemidos
Somos impiedosos, mas nunca corrompidos
Mas pode contar conosco nos próximos estampidos!

Para "O Nego Perigoso, que faz logo dois!" Rogério Fernandes

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

No nada amar


Ser algo como poeira, impregnar algo e por ele ficar
Não tem opção, ao infinito pertence
Vagar e por lá querer ficar
Ter sido concreto, ter sido construído
Ter sido despedaçado, mas não ter sido dizimado

Não me ache impotente
Se te aproximar vou penetrar em seu nariz curioso
E destruo por dentro, não faz idéia o quanto queima as enfermidades que carrego
Em mim não pense, escore, olhe ou respire

O tempo parou quando te vi surgir do meu tédio
Eu te estudei, admirei
Deusa, cego fiquei com a luz que de ti emanava
Eu estava preso, você não me viu ou viu a sombra que me aprisionou
Meu olhar passeou em seu corpo e você não percebeu

Foi ali, naquela cena
Ela vagando no meu mundo, O MEU MUNDO!
Ela apenas cruzou com desejos dos meus pensamentos
E simplesmente sangrou, MINHA DEUSA SANGRA! Hilário!
Posso ter-la, na condição de fazer sangrar

Isso aconteceu quando ainda guardava minha alma em um recipiente
Mas agora posso dissolver em teu sangue!
Me homogeneizar em teu divino corpo
Fazendo em mim pensar e minha alma vai devorar
E te matar por em teu coração me deixar passar
Esperar teu sangue secar, logo depois no eterno nos amar!

29/07/10 Rogério Fernandes