sexta-feira, 16 de julho de 2010

Algo sem sentido...



Fazia frio e não tinha foco,
Era disconfortável e torturoso,
Tudo pareceu parar, menos meu interior,
Era um coração, mas por que ele so fala quando não há mais ninguem?

Momentos de reflexão sem valor...
Quanto tempo estive aqui?
Esperar, esperar e ninguém.

Luz, e o que vejo são ruinas,
Foi onde passei antes de esperar,
Destruidas, aquilo que já esqueci ainda existe
Eu vivi mesmo... e parei para pensar,

Pensar, nada fiz a não ser pensar,
Para realizar algo, mas nada realizei,
Pensei em morrer, mas nada iria realizar após morrer...
Será pensar igual a morrer?
Frio, nenhum foco e sem avanço ali estava eu.

Espera! O frio passou, o foco está naquelas ruinas,
Me recordo vagamente, esperei pelo meu par...
Me lembro também de um pacto da Vida, mas não importa agora...
Sim! Meu par, e a luz a trouxe.

Ela sentou-se ao meu lado,
Concordou em sofrer o mesmo,
Tudo que sempre quiz,
Calada, ela refletia tudo o que eu era...
Perfeitos, sentados e olhando a luz.

Mas quem ela é?
Sei que ela era fria,
Não tinha rosto,
E todo tempo ficou ao meu lado...

Simplismente era minha sombra,
Eu e ela,
Dentro do mesmo sonho,
O sonho de nunca nós separar,

Mas a luz maldita,
Ao me deixar levou o que era meu,
O que restou foi mais uma morte,
No escuro mais uma vez,

Num pensamento distante achei a solução,
Quando a luz voltar fecharei os olhos,
Talvez só assim eu não precise dizer adeus,
E morrendo de uma só vez, sem nada realizar...

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