segunda-feira, 26 de julho de 2010

Distante de mim

Silêncio, enquanto eu corro só percebo o silêncio. O silêncio humano denuncia sua decadência. Isso me ensurdece, o homem se cala e seus restos trabalham e vibram, tem pressa no caminho e o deixa pra traz. Pesam em seus problemas que parece multiplicar . Não vêem necessidades em conhecer o que há depois das calçadas. Talvez eu não complete meu caminho, mas não deixarei restos humanos me calarem. A minha trilha é única, quem me seguir considerarei digno e merecedor de ser meu amigo. Tudo me serve como combustível e não penso em parar, mas sempre que olho seu jeito de menina o tempo para. Eu só queria sentir isso a cada segundo da minha vida, mas quando o tempo volta a contar, já estamos longe demais.

Essa foi dedicada para Thaynara. Obrigado por fazer dos meus sabados os melhores da minha vida! Não ha nenhuma igual.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Diferenciais

Você me deu e eu guardei. Você me pediu e te dei. Tudo parecia bem, até que na hora de dizemos xau e você me falou que eu perdi. Eu gritei : Eu posso te dar outro!Mas quando você achar você voltara e vai pedir desculpas. Foi quando você me deu as costas. Sem sorrisos no final de uma tarde fria. Mas como eu disse aconteceu. O sol se pôs e você admitiu seu erro, afinal nada havia perdido. Pena que isso aconteceu por um pequeno lápis.
Hoje, isso aconteceu com o nosso amor, mas não poderei te dar outro e nem aceitarei suas desculpas, guarde-as e use para se aquecer do lado de fora da minha casa, onde deixei nossos dias, tardes, noites e madrugadas sem fim.

domingo, 18 de julho de 2010

O Diletante e a Vulpina l

Ele um grande diletante , ela uma bela vulpina
Por que dizer que não se amariam
O primeiro beijo silenciou seus satélites
Souberam construir um sentimento urente

Imagino o olor desse amor
Era mais que claro, tudo parava ao seu redor
Dimanava inveja a quem não sentiu esse sentimento
Tudo era questão de rebolado

Ele amante, desde do começo foi coerente
Ela o deixou, e aqui a esperou em seu próprio colo
Não existia distância que o fizesse a esquecer
Mas nada tinham ao seu favor

A Vulpina estava nos braços do Diletante novamente
Tudo poderia acabar ali, seria mais uma história de final perfeito
Mas era contra a natureza dela
Tinha patas magrelas demais para por naquela fogueira

Ela não iria se render
Seus olhos queriam outros terrenos
Porém seu coração ainda pedia o diletante
Era seu dilema

Seus planos ficaram só na imaginação
Eram perfeitos amantes
Seria injusto se unirem eternamente
O ardor desse seus sentimentos deveria conhecer seus mundos diferentes
E por que não dizer que se gostaram do principio, meio e fim...

Dedicado para meu parceiro Dasteta

sábado, 17 de julho de 2010


O que seria o homem sem coerencia? Eremito do errôneo, sim eremitos enfermos, acham desnecessário os ensinamentos sobre a existência e a importância para a libertação da alma, julgando o que é tedioso sem concisão. Pena que em seu sistema mental não existem sucedânios, será que no reino abissal do confuso existe algo que não seja gritar palavras sem sentido? Eremitos de si divino e de todos só mais uma embalagem de pouca utilidade composto de vacuo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Algo sem sentido...



Fazia frio e não tinha foco,
Era disconfortável e torturoso,
Tudo pareceu parar, menos meu interior,
Era um coração, mas por que ele so fala quando não há mais ninguem?

Momentos de reflexão sem valor...
Quanto tempo estive aqui?
Esperar, esperar e ninguém.

Luz, e o que vejo são ruinas,
Foi onde passei antes de esperar,
Destruidas, aquilo que já esqueci ainda existe
Eu vivi mesmo... e parei para pensar,

Pensar, nada fiz a não ser pensar,
Para realizar algo, mas nada realizei,
Pensei em morrer, mas nada iria realizar após morrer...
Será pensar igual a morrer?
Frio, nenhum foco e sem avanço ali estava eu.

Espera! O frio passou, o foco está naquelas ruinas,
Me recordo vagamente, esperei pelo meu par...
Me lembro também de um pacto da Vida, mas não importa agora...
Sim! Meu par, e a luz a trouxe.

Ela sentou-se ao meu lado,
Concordou em sofrer o mesmo,
Tudo que sempre quiz,
Calada, ela refletia tudo o que eu era...
Perfeitos, sentados e olhando a luz.

Mas quem ela é?
Sei que ela era fria,
Não tinha rosto,
E todo tempo ficou ao meu lado...

Simplismente era minha sombra,
Eu e ela,
Dentro do mesmo sonho,
O sonho de nunca nós separar,

Mas a luz maldita,
Ao me deixar levou o que era meu,
O que restou foi mais uma morte,
No escuro mais uma vez,

Num pensamento distante achei a solução,
Quando a luz voltar fecharei os olhos,
Talvez só assim eu não precise dizer adeus,
E morrendo de uma só vez, sem nada realizar...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mentiras


A mentira me lembra uma dança, onde todos fazem parte,
o mar tenta ser o céu, a lua tenta ser o sol e as estrelas tentam parecer estar perto... qual a minha conclusão?

Congelo de prazer em admirar suas mentiras, aquelas que sei que existem, como quando a lua não aparece,
aquelas que o tempo revelará, quando a noite cair,
e aquela que vão existir, como novas estrelas.

Verdades


Lindos são teus olhos,
Sua boca,
Seu cheiro,
Seu corpo

Mas,
Perfeito é teu olhar,
Delicioso é teu beijo,
Frenético teu cheiro
E minha abstinência é culpa tua.


És o oculto do meu sujeito,
Que não possui coisas a destacar
Mas uma coisa tenho de contar
PARA SEMPRE VOU TE AMAR!

E ruas se calam
Sob a escuridão do vacuo
Disparos se ouve no teto
Logo restará apenas a ciranda de uma vitória triunfal.
Mais uma vez não ganhou sem destruir
Mas até quando vai durar
Essa guerra que já se sabe quem irá ganhar

Notícia inesperada


Penso em seu olhar
Penso o que seus olhos iriam julgar
Qual o preço que sua vida iria de te cobrar
E se um dia sua alma amaria
Mas, pelo besouro do horizonte sombrio
Me serviu da fruta do saber
O mestre da ilusão do trono caiu ao escurecer
27/06/10.

Percebo que a vida é como caminhar no escuro, talvez me entenda como sendo alguem gerado pelas sombras e quando não foi possível ver nada, a culpa não foi de não enchegar. Não havia luz.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O que é mentir voluntariamente (Hípias menor) Platão


Aplicado o raciocínio técnico ao campo moral e à alma, chega-se à conclusão absurda de quem pratica voluntariamente a injustiça é o homem sábio e capaz. By Socrates